sábado, 1 de novembro de 2008

Eu sou, nós somos

Quem sou eu? Descobri que sou várias. Ai, nada daquele clichê de mulher multifacetada. Sou uma só e ao mesmo tempo tenho dentro de mim várias outras. Sou aquela que grita e aquela que prefere falar baixinho ao pé do ouvido. Aquela que se esconde e ao mesmo tempo deseja correr na chuva e gritar nua de braços erguidos. Aquela que chora...chora tanto... mas é durona e algumas vezes até má. Sou aquela que ama com intensidade, que se decepciona com facilidade. Que luta pelo quer, mas que às vezes sente um cansaço que amarra e impede de seguir em frente.
Sou paradoxo, metáfora, metonímia e mais todas as figuras de linguagem que algum estudioso inventou para tentar explicar as confusões e sentimentos das pessoas quando se expressam. Sou poesia de amor. Sou o x de uma equação inexplicável.
São tantas definições, tantas. A gente quer tanto se entender, revelar-se ao menos a si mesmo. Que bobagem...as explicações são coisas tão bobas. A gente vive. Somos vários. Somos sem explicação.
Somos jornalistas, advogados. Somos bobos, idiotas. Somos gênios no nosso dia-a-dia. Somos péssimos e somos ótimos.
Não sou a melhor jornalista que conheço. Nem a pior. Ontem me senti, por alguns instantes, a pior. E chorei. Chorei porque não me imagino fazendo outra coisa na vida que não seja escrever. Não me imagino em outra profissão que não seja a de jornalista. Então, se sou péssima, o que fazer? Mas cheguei à conclusão de que não é exatamente isso... Fazemos coisas lindas e fazemos coisas ruins, mas o importante é ter ao menos a consciência tranquila. Ver os erros e tentar corrigir, mas não deixar absolutamente ninguém nesse mundo fazer com que pensemos que somos incapazes. Até porque isso na maioria das vezes é coisa da cabeça da gente. Às vezes as pessoas não querem dizer isso, a gente é que entende assim. As críticas fazem com que a gente cresça, os elogios nem sempre.
Sou um ser narrativo. Essa é uma das minhas mais importantes descobertas sobre mim mesma. Não interessa onde trabalho, não interessa o que eu faça nessa vida. Se trabalho com vendas, com festas, jogando bolinha pra cima no sinal. Eu preciso contar, preciso narrar. Eu vejo histórias por todos os cantos por onde ando, em todas as pessoas com as quais converso. Preciso narrar. Isso precisa estar em algum lugar. Ainda que eu não seja a melhor escritora, nem a melhor jornalista, eu sou o que sou. Tenho sede de aprender e vou melhorar a cada dia. Que me perdoe o leitor pelos meus erros e textos irregulares. Mas preciso escrever. Disso eu nunca vou desistir na vida.

Um comentário:

Joao Adolfo disse...

Vc é Lídia Amorim, e isso basta.